quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A hegemonia do futebol mineiro tem que continuar

O Cruzeiro tenta neste Campeonato Mineiro ampliar sua hegemonia nos anos 2000. Nas últimas 10 competições, à exceção de 2002, quando houve o Supercampeonato, foram seis conquistas: 2003, 2004, 2006, 2008, 2009 e 2011. O título estadual, aliás, tem sido o único motivo de satisfação do torcedor, desde o vitorioso ano de 2003.
O técnico Vágner Mancini não é modesto quanto às pretensões da Raposa no Estadual: “Temos a obrigação de chegar à final. Sem menosprezar ninguém, Cruzeiro e Atlético estão à frente dos outros, e a tendência é que cheguemos à semifinal e aí definimos nossa sequência”.
Após a briga para fugir do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, a expectativa sobre o rendimento da equipe em 2012 aumentou. Mancini e os jogadores garantem que aprenderam muito com o sufoco sofrido no fim da temporada passada e prometem uma equipe completamente diferente. “Quero um time mais organizado, mais veloz, com um meio-campo que marque muito e chegue na frente”, anuncia o treinador celeste.
As contratações, porém, não foram capazes de empolgar o torcedor. O meio-campo foi o setor que sofreu mais alterações, com a saída de Fabrício, Marquinhos Paraná e Charles. Nada menos que quatro das 11 novidades do grupo são volantes: Arias, Marcelo Oliveira, Rudnei e Amaral. Também chegaram os laterais Marcos, Jackson e Gílson, os zagueiros Mateus e Thiago Carvalho e os atacantes Walter e Fábio Lopes.
Assim, o principal “reforço” foi mesmo a permanência do argentino Montillo, cobiçado por Corinthians e São Paulo desde dezembro. O armador vai disputar o Mineiro pela segunda vez e espera conquistar o bi. “Quero sair campeão de tudo”, avisa. Já o atacante Wallyson, recuperado da fratura no tornozelo esquerdo, encara o Mineiro como a oportunidade de um recomeço na carreira.
VALORIZAÇÃO O presidente Gilvan de Pinho Tavares, diferentemente de seu antecessor imediato, Zezé Perrella, que chegou a chamar a competição de “rural”, procura valorizar o Estadual. “O Campeonato Mineiro é importante sobre todos os aspectos. Podemos fazer dele um laboratório, para corrigir uma ou outra peça para as demais competições do ano. Financeiramente, passou a ser mais interessante com o aumento da nossa cota. E ganhar títulos é sempre importante, nem que seja de cuspe a distância”, define o dirigente celeste.

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