quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O drama de Keirrison

O atacante Keirrison vive mais um drama em sua carreira. Cinco meses depois de chegar ao Cruzeiro cheio de esperança de recuperar o bom futebol que fez dele uma das grandes promessas do esporte do país nos últimos anos, a rotina do jogador é outra: ele ainda está na Toca da Raposa, mas longe dos campos, dos companheiros e da bola.
O atacante de apenas 23 anos passa as manhãs e as tardes no Centro Avançado de Reabilitação Esportiva (Care), fazendo exercícios de fisioterapia para se recuperar de cirurgia no joelho direito a que se submeteu em Curitiba, em dezembro, depois de se contundir num treino em 29 de novembro. Na época, já não estava mais nos planos do técnico Vágner Mancini para as últimas rodadas do Brasileiro.
Contratado em agosto, quando o time ainda era comandado por Joel Santana, Keirrison mostrou-se confiante em reviver os bons momentos. “Tenho que encarar como um recomeço. Sei da minha capacidade, o Cruzeiro está dando essa oportunidade, e vou trabalhar para que possa voltar a jogar bem novamente”, declarou, em sua apresentação.
Precisou de 10 dias para entrar em forma e estreou no mesmo dia do novo técnico, Emerson Ávila, contra o Palmeiras. Na rodada seguinte, diante do Fluminense, em Uberlândia, fez o único jogo em que atuou 90 minutos. Já contra o Santos, por força de contrato, não pôde jogar.
A chegada de Vágner Mancini até fez bem para o atacante, titular em três partidas seguidas. Foi quando marcou seu único gol com a camisa celeste, no empate por 3 a 3 com o São Paulo, em Sete Lagoas. Mas seu rendimento não agradou – como o de toda a equipe – e Keirrison voltou para o banco. Entrou mais uma vez na derrota para o Botafogo no Engenhão. Foram apenas oito partidas pelo Cruzeiro.
Para piorar, na última semana de atividade do ano, o atacante sofreu entorse no joelho direito, com lesão no ligamento cruzado anterior e no menisco. Emprestado de graça pelo Barcelona, que ainda paga parte de seus salários, o atacante, cujo contrato iria até dezembro, seguirá vinculado ao Cruzeiro até a recuperação da contusão, prevista para seis a oito meses. “Temos que devolvê-lo nas mesmas condições que o contratamos. Ele se machucou aqui no Cruzeiro e temos que mantê-lo até a recuperação, pagando os salários combinados”, explica o presidente Gilvan de Pinho Tavares. O clube celeste paga cerca de R$ 130 mil por mês ao jogador.



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