O atacante Keirrison vive mais um drama em sua carreira. Cinco meses depois de chegar ao Cruzeiro cheio de esperança de recuperar o bom futebol que fez dele uma das grandes promessas do esporte do país nos últimos anos, a rotina do jogador é outra: ele ainda está na Toca da Raposa, mas longe dos campos, dos companheiros e da bola.Contratado em agosto, quando o time ainda era comandado por Joel Santana, Keirrison mostrou-se confiante em reviver os bons momentos. “Tenho que encarar como um recomeço. Sei da minha capacidade, o Cruzeiro está dando essa oportunidade, e vou trabalhar para que possa voltar a jogar bem novamente”, declarou, em sua apresentação.
Precisou de 10 dias para entrar em forma e estreou no mesmo dia do novo técnico, Emerson Ávila, contra o Palmeiras. Na rodada seguinte, diante do Fluminense, em Uberlândia, fez o único jogo em que atuou 90 minutos. Já contra o Santos, por força de contrato, não pôde jogar.
A chegada de Vágner Mancini até fez bem para o atacante, titular em três partidas seguidas. Foi quando marcou seu único gol com a camisa celeste, no empate por 3 a 3 com o São Paulo, em Sete Lagoas. Mas seu rendimento não agradou – como o de toda a equipe – e Keirrison voltou para o banco. Entrou mais uma vez na derrota para o Botafogo no Engenhão. Foram apenas oito partidas pelo Cruzeiro.
Para piorar, na última semana de atividade do ano, o atacante sofreu entorse no joelho direito, com lesão no ligamento cruzado anterior e no menisco. Emprestado de graça pelo Barcelona, que ainda paga parte de seus salários, o atacante, cujo contrato iria até dezembro, seguirá vinculado ao Cruzeiro até a recuperação da contusão, prevista para seis a oito meses. “Temos que devolvê-lo nas mesmas condições que o contratamos. Ele se machucou aqui no Cruzeiro e temos que mantê-lo até a recuperação, pagando os salários combinados”, explica o presidente Gilvan de Pinho Tavares. O clube celeste paga cerca de R$ 130 mil por mês ao jogador.



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