Depois de ter passado por maus bocados em 2011, quando marcou apenas cinco gols durante toda a temporada, o atacante WP do Cruzeiro, já balançou as redes quatro vezes em dois amistosos preparatórios para a disputa do Campeonato Mineiro. E a mudança pode estar relacionada ao novo número da camisa utilizada pelo jogador, já na reta final do último Brasileiro.Esse ano, Wellington marcou dois gols na derrota da Raposa para o América-MG, em Uberlândia, por 3 a 2. No último sábado, em Patos de Minas, ele assinalou os dois do triunfo por 2 a 1 sobre o Mamoré. Apesar de ter feito três gols de pênaltis, e ainda não ter enfrentado equipes em jogos oficiais, o atacante já se mostra animado para o decorrer do ano.
- É o que a gente quer. Um ano bem melhor do que aquele que passou. Mas sei que vão ter jogos que vai sair um gol só, pode ser que saia três gols e até que não saia nenhum. Tomara que eu continue assim e possa ser artilheiro do time. Comecei o ano frisando que quero ser artilheiro. Está dando certo.Coincidência ou não, o atacante mudou o número da camisa há pouco menos de três meses. Se ficou conhecido pelo número nove nos tempos de Botafogo, Santos e até do Cruzeiro, desde as últimas partidas no último Campeonato Brasileiro, Wellington vem utilizando a camisa onze. Com isso, o futebol melhorou, os gols e as assistências começaram a aparecer.
- Os últimos jogos pelo Brasileiro do ano passado foram com a camisa onze. Se eu não fazia, pelo menos, dava o passe para o gol – disse o atacante lembrando-se do gol contra o rival Atlético-MG, na goleada por 6 a 1, e as assistências para os gols de Farías e Charles contra Internacional e Atlético-PR, respectivamente.
Wellington revelou que a troca de número da camisa aconteceu por acaso e a manutenção da mudança é por critério tático.
- Não fui eu que pedi, trocaram minha camisa. Estou jogando mais aberto, pelos lados. Jogando mais aberto a função de fazer gols passa para o Anselmo, que joga com a nove.
As lembranças da camisa nove ainda estão vivas na memória do jogador. Paulista ficou bastante conhecido pelo número da camisa, que, para ele, pouco importa.
- Quando comecei a jogar sempre joguei com a nove e o apelido começou a pegar. Todo mundo falando ‘é o WP9, vai lá WP9’. Mas eu não ligo para número de camisa. O importante é estar jogando e continuar fazendo os gols.
Mas pelo menos uma pessoa ligada a Wellington não ficará muito satisfeito ao ver o atacante atuando com a onze.
- Quem não vai gostar muito vai ser meu pai. Meu pai sempre foi fã do número nove.Se está dando certo é melhor deixar do jeito que está. O importante é continuar fazendo os gols.
Além do pai, Wellington terá que convencer o patrocinador de material esportivo a aceitar a nova numeração.
- Lá em São Paulo, na Mooca, quando a gente vai distribuir presentes para as crianças carentes no Natal, meu patrocinador já coloca WP9 na camisa que a gente também distribui. Vamos ver como vai ser o próximo Natal – brincou o jogador.



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